E aí pessoal? Essa é a continuação da história, mas ainda não é o final!!
Até a próxima!
"E junto daquela família mudou uma menina, de uns vinte e poucos anos também, que cursava Direito porque queria ser advogada. E ela era muito macho, muito decidida e gostava de gente firme. Era a criatura mais linda, mais angelical que Eduardo já tinha visto em sua vida. Ela conseguia ser mais encantadora que os desenhos que ele assistia. Quando o portão da casa da frente rangia, Eduardo ia correndo pra janela só pra ver se era ela que estava entrando ou saindo de casa. Se não era, ele voltava decepcionado para o seu quarto, mas quando era, o coração dele batia muito rápido, sentia sua face ficar vermelha e suada. E ela parecia uma ninfa, um ser à parte deste mundo. Quando o vento passava pelos cabelos fazia-os flutuarem no ar. E Eduardo suspirava quando ventava. Mas ele morria de medo de encontrar ela. E se ela falasse com ele? O que ele faria? Ia ficar vermelho? Gaguejar? Perguntar se ela também gostava de Naruto?
Tudo isso acontecendo e, um dia, Eduardo chegou bem próximo à porta da sua casa pra ouvir a conversa que sua vizinha tinha com uma amiga no portão da casa dela. E ela dizia que gostava de homem muito macho, decidido,que não assistisse desenho animado, nem gostasse dessas coisas de garoto, que soubesse o que quer da vida e que de preferência fizesse academia. Aquilo mexeu com o coraçãozinho do Eduardo. Será que ela ia achar ele um otário quando o conhecesse?
Então pela primeira vez ele sentiu vergonha da sua coleção de figurinhas. E pensou que talvez ele devesse guardar elas numa caixa e colocá-la num armário. Talvez se ele experimentasse mudar de canal na hora do desenho animado e colocar no jornal, talvez ele se interessasse. De repente, usar lentes de contato não fosse tão mau assim. Pela primeira vez, Eduardo começou a observar os caras da sua faculdade, seus colegas de classe, como se vestiam, as coisas que eles gostavam, os programas que eles faziam. E começou a conversar, primeiro com o cara que sentava do seu lado, depois com a turma desse cara e depois de um tempo ele já estava amigo de muita gente. Tanto tempo de isolação ensinou a Eduardo como ser uma pessoa tolerante, simpática. No começo foi difícil. Parecia que ninguém ali gostava de McLanche Feliz. "
Curtas
Médicos confirmam: cordas vocais podem dar um nó na garganta.
sábado, 16 de maio de 2009
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Gostei muito... mas estranhei o final...~não sei pq... acho que foi muito de repente
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